O Movimento dos Convívios Fraternos é um Movimento de Espiritualidade e de Acção de Jovens Católicos que, de acordo com a orientação e directrizes da Igreja, propõe a vivência, testemunho e anúncio da Boa-Nova de Jesus Cristo como oportunidade de realização:
· individual;
· familiar;
· social;
Todos os que, através da participação num Convívio Fraterno, adiram livremente a este projecto e realizem esta caminhada, continuam auxiliados pelos meios de perseverança colocados à sua disposição.
Um Convívio Fraterno é um encontro com a duração de três dias, liderados por um director espiritual e por uma equipa de jovens, que procura assim dar corpo aos anseios de S.S. Paulo VI ao desafiar os jovens a serem apóstolos dos jovens.
Nesta perspectiva, através do testemunho autêntico de vida, da abertura e do diálogo, cria-se um ambiente propício à reflexão e à partilha em grupo, levando o jovem a viver uma verdadeira experiência de vida comunitária cristã.
Daqui resulta, num ambiente de total liberdade e respeito de opinião, a abertura consciente do jovem à oração individual e comunitária, bem como ao desejo de ter Jesus Cristo como modelo de Vida.
Suscita-se assim nos jovens de qualquer condição social, o desejo e o empenho de viver o seu cristianismo na vida privada, familiar e social, aceitando as suas profundas exigências e consequências. Ficam desta forma sensibilizados para a defesa da dignidade e direitos da vida humana e naturalmente para contribuírem na eliminação dos factores de injustiça e miséria social ou económica.
No fundo revelam-se as características da juventude: a força de um ideal e o dinamismo da esperança.
Procura-se consciencializar de que a persecução de tais objectivos de vida só serão possíveis através de uma vivência sacramental em Igreja.
Meios de Perseverança
Num mundo em o que Homem científico e rico não evolui paralelamente ao Homem moral, porque entre muitos factores, existe um acentuado desequilíbrio entre a cultura religiosa e a cultura técnico-científica, altamente desfavorável à primeira, o Movimento dos Convívios Fraternos apresenta um conjunto de meios com vista a facilitar a perseverança dos jovens num projecto de vida cristã de intensidade crescente.
Nesta perspectiva, procura-se demonstrar a vantagem que advém do facto de o jovem se inserir na vida paroquial, nas estruturas aí normalmente existentes, muito em particular nos grupos de jovens, colaborando activamente nas suas iniciativas apostólicas. Tem aí oportunidade para desenvolver os seus talentos, crescer na fé e na autenticidade de vida cristã. Na eventualidade de as paróquias não terem pastoral juvenil organizada, são os jovens convivas incentivados a promoverem em consonância com o pároco, reuniões de formação e oração, abertas a outros jovens interessados numa caminhada de fé.
Os núcleos paroquiais de convivas promovem, por vezes, encontros de reflexão inter-paroquiais, procurando, num encontro de experiências, rasgar novos horizontes de vida e/ou reacender caminhadas.
As dinâmicas e propostas diocesanas ou nacionais de pastoral juvenil são num perfeito espírito de igreja, acolhidas e vividas pelos núcleos. Contudo, na eventual ausência de propostas concretas de trabalho, têm as estruturas do movimento apresentado a nível nacional guiões ou temas para reflexão em ambiente de núcleos.
Procura-se assim capitalizar a capacidade crítica e reflexiva do jovem e desenvolver a sua capacidade criativa, de forma a que ele encontre soluções para o mundo de hoje e interrogue o seu sentido de vocação.
Simultaneamente, a equipa de jovens que coordena o Convívio Fraterno disponibiliza-se a apoiar a caminhada individual de cada elemento participante, assim como de todo o grupo quer através de um acompanhamento personalizado, quer através da realização de um mínimo de quatro encontros anuais com a duração de um dia cada um.
Estes encontros ou convívios de animação são momentos de paragem e de deserto, são momentos de partilha, são momentos de catequese e aprofundamento de fé.
Nesta linha de apoio à perseverança, anualmente e desde 1976, que o movimento organiza um encontro nacional subordinado a um tema de reflexão e partilha, que desde 1981 se realiza sempre em Setembro, no Santuário de Fátima, com o cariz de Peregrinação, tendo a duração de dois dias e uma presença média de doze mil jovens.
1972 - Somos Jovens, Briosos, Cada Um Com Seu Talento (Lamego - 72.12.17)
1976 - Unidade e Fraternidade (Braga)
1977 - Cristo, Certeza de um Mundo Novo (São João da Madeira)
1978 - Descobrir com Cristo o Amanhã do Reino (Sangalhos - Aveiro)
1979 - Domingo Sinal de Libertação - Dia de Encontro com Deus e com os Homens (Coimbra)
1980 - Família, Espaço de Realização (Guarda)
1981 - Fazei Tudo o que Ele Vos Disser (A partir desta data, sempre em Fátima)
1982 - Eu Sou o Pão da Vida
1983 - Como Reconciliar os Homens Neste Ano da Redenção
1984 - Não Tenhais Medo…Aceitai Jesus Cristo
1985 - Com Maria Diz Sim ao Senhor e Serve os Irmãos
1986 - Jovens Cristãos com Maria, Força da Paz
1987 - Com Maria Somos as Pedras Vivas da Igreja de Jesus Cristo
1988 - Felizes Porque, Como Maria, Acreditamos
1989 - Reconciliados, Como Maria, ao Encontro de Deus
1990 - Com Maria diz "Sim" ao Senhor
1991 - Com Maria Edificamos a Família
1992 - Como Maria Creio Num Só Deus
1993 - Com Maria, 25 Anos nas Pegadas de Jesus Cristo
1994 - Na Paz e no Amor, como Maria, Construímos a Família
1995 - Com Maria, Sê Tolerante
1996 - A Quem Iremos Senhor?
1997 - Este É O Meu Filho Muito Amado, Escutai-O (13 e 14 Setembro)
1998 - Conduzidos pelo Espírito, mostrai a vossa herança (19 e 20 Setembro)
1999 - Com Maria caminhamos para o Pai (18 e 19 de Setembro)
2000 - Cristo connosco... Jubileu eterno (9 e 10 de Setembro)
2001 - Faz-te ao largo (15 e 16 de Setembro)
2002 - Sede santos (14 e 15 de Setembro)
2003 - Rosário, força de Paz (13 e 14 de Setembro)
2004 - Com Maria, Amor na Família (11 e 12 de Setembro)
2005 - Com Maria vive a Eucaristia (10 e 11 de Setembro)
2006 - Com Maria caminhamos na luz (9 e 10 de Setembro)
Como outro meio de perseverança e elo de união, publicamos o Balada da União que resulta num forte meio de diálogo, de partilha e de formação. O jornal tem uma periodicidade mensal e é distribuído a todos os que participem num Convívio Fraterno.
Agora, procurando responder aos novos tempos, olhamos atentamente para as Tecnologias da Comunicação e da Informação como um meio complementar que permitem-nos, por um lado, com algumas visíveis vantagens, um libertar de fronteiras geográficas e um comprimir e falsificar o tempo e por outro lado, com eventuais riscos de turbulências, permitem-nos esbater diferenças culturais e valores centenários de referência.
São os dois lados da mesma moeda!
De facto, verifica-se que se tem gerado desta forma, mais informação e porventura mais conhecimento que nos poderá conduzir de um "passado em que soubemos usar a força sem inteligência, para um futuro inteligente, mas sem coração"
Se de facto 2/3 dos utilizadores da rede são jovens e se dentro de 1, ou 2 anos este meio vai ser mais poderoso, versátil e eficiente isso só poderá significar que estamos já a construir a nossa presença na INTERNET, como meio de partilha, formação e distribuição atempada e económica de informação de inspiração cristã.
É a nossa modesta contribuição para combater a atmosfera de ilusionismo publicitário de banda larga em que muitos vivem, e o ritmo de alta competição e do paradigma da urgência, à beira de uma natural overdose de egoísmo em que outros já entraram.
O início desta presença espera estimular a participação activa dos jovens de todas as dioceses (teve o seu inicio em finais de 1996)
Outro meio que se tem acarinhado resulta da iniciativa de núcleos vizinhos, ou também denominadas zonas pastorais, onde são organizadas semanas de reflexão essencialmente destinadas à formação religiosa, moral e cívica dos jovens.
Como resposta a estes desafios e iniciativas, o Movimento dos Convívios Fraternos tem uma estrutura flexível, em que os seus diferentes membros se encontram naturalmente em missão de serviço. Desta forma existe um Conselho Nacional e um Secretariado Nacional, como órgãos gerais de coordenação e ao nível Diocesano existe também um secretariado que coordena as equipas de animação de cada zona.
Desta dinâmica e desde a fundação do Movimento, já realizaram esta experiência cerca de 41 000 jovens, naturalmente hoje muitos deles já adultos e ainda inseridos nas estruturas da Igreja e mergulhados em terra de missão: os seus locais de trabalho, as suas famílias e as organizações ou colectividades de impacto no crescimento humano.
Nesta caminhada de apostolado, mais de noventa
jovens viram a sua vocação de consagração e entrega ao Senhor se tornar mais
profunda e irreversível.
O sonho de fraternidade dos jovens que vivem esta experiência
desafia aqueles que têm como missão a sua direcção espiritual levando-os a estar
atentos às novas e duras realidades do nosso tempo: a toxicodependência, a
marginalidade, a ruptura familiar,…
Assim sendo em 1993, ao comemorar 25 anos da sua existência, o Movimento dos Convívios Fraternos criou a Associação Convívios Fraternos II, que é uma instituição de solidariedade social visando a formação integral dos jovens.
Conscientes de que a realização de felicidade do ser humano passa inevitavelmente por uma vivência especial em família, tem procurado realizar alguns encontros de casais, onde participam pais de convivas, antigos jovens convivas ou outros casais que têm pela primeira vez contacto com o Movimento. O que resulta num total de 25 Convívios, isto é uma média de 2 convívios por ano. Estima-se em cerca de 341 o número de casais convivas, com uma frequência média de 14 casais por convívio.
Desta forma se vai concretizando o sonho nascido em Maio de 1968, quando em Castelo Branco, no Batalhão de Caçadores n.º 6, em projecto de pastoral castrense se realizou o primeiro Convívio Fraterno. Em Outubro do mesmo ano realiza-se o 2.º curso também apenas para militares para em 1971, já em Lamego se realizar o 3.º Convívio Fraterno e o 1.º com jovens civis, tendo depois crescido de forma contagiante por todas as dioceses do país à excepção ainda de Angra do Heroísmo, como se pode observar pelo mapa seguinte.

Em 1996, o Movimento tem uma experiência internacional, ao realizar pela primeira vez um Convívio Fraterno em Paris (França), no ano de 2000 em Fribourg (Suíça) e no Luxemburgo, especialmente preparado para jovens filhos de imigrantes portugueses, no ano de 2002 em Moçambique e no ano de 2005 na cidade da Chapadinha, no Estado do Maranhão, no Brasil.
O quadro seguinte permite avaliar com maior pormenor a implantação do movimento nas várias Dioceses.
O que resulta num total de 999 Convívios, isto é uma média de 26 convívios por ano. Estima-se em cerca de 41 000 o número de convivas, com uma frequência média de 41 elementos por convívio.

Procuramos assim, optimizar sinergias dispersas para resolver problemas velhos de rosto novo:
· muitos jovens que contactamos apresentam-se com baixos índices de escolaridade, ou com nível de conhecimentos reduzidos;
· no campo da fé predomina uma atitude infantil que não teve crescimento adequado, reivindicando, por vezes, uma moral a saldo;
· para alguns, mais urbanos, a ciência e a técnica adquiriram perfil divino com atributos de auto-suficiência e capacidade (bio)criativa, omnipresença e instantaneidade, caracterizando novos problemas, particularmente éticos, na busca do limite para tanto poder;
· ao nível familiar a capacidade negocial entre gerações tem consensos difíceis, normalmente perturbado por questões culturais, capacidade de diálogo, instabilidade afectiva, migração para as grandes cidades, etc.
Assim sendo, a Evangelização passa hoje pela família como um todo: infância, adolescência, juventude e adultos. Como se afirmou anteriormente, os jovens e recentemente os pais têm assumido o centro das nossas preocupações apostólicas.
De facto, ontem tal como hoje continuamos a entender que Crise é sempre hora de Acção, não sendo relevante aquilo que eventualmente damos, mas o que levaremos os outros a dar.
Diocese |
C.F.Realiz. |
Total de Elem. |
Média El./Conv. |
% Elem. |
% Conv. |
Ano do1º. Convívio |
Média dos C.F./Ano |
Secretariado |
| Algarve |
34 |
1432 |
44 |
3,2% |
3,1% |
1985 |
2 |
|
| Aveiro |
68 |
2166 |
32 |
5,5% |
7,6% |
1974 |
2 |
sdpjaveiro@mail.pt |
| Beja |
45 |
2026 |
46 |
5,0% |
3,9% |
1987 |
2 |
|
| Braga |
50 |
2770 |
56 |
6,8% |
5,2% |
1978 |
2 |
|
| Bragança-Miranda |
23 |
712 |
35 |
0,1% |
0,1% |
1999 |
3 |
|
| Coimbra |
54 |
2562 |
48 |
6,5% |
6,0% |
1974 |
2 |
arrastão@clix.pt |
| Évora |
79 |
3447 |
44 |
8,7% |
8,9% |
1981 |
3 |
conviviosevora@clix.pt |
| Forças Armadas e Segurança |
52 |
1805 |
35 |
4,2% |
5,2% |
1983 |
2 |
|
| Funchal |
17 |
684 |
43 |
1,7% |
1,7% |
1988 |
1 |
|
| Guarda |
40 |
1602 |
40 |
4,1% |
4,7% |
1977 |
1 |
|
| Lamego |
48 |
2192 |
46 |
5,4% |
5,4% |
1971 |
1 |
|
| Leiria - Fátima |
14 |
419 |
31 |
0,8% |
1,0% |
1994 |
1 |
|
| Patriarcado |
27 |
1248 |
46 |
3,6% |
3,5% |
1980 |
1 |
|
| Portalegre- Cast.Branco |
53 |
2257 |
43 |
5,6% |
5,8% |
1980 |
2 |
|
| Porto |
205 |
10210 |
50 |
24,9% |
22,7% |
1971 |
6 |
cf@porto.ucp.pt |
| Santarém |
37 |
1839 |
50 |
4,2% |
3,5% |
1981 |
1 |
|
| Setúbal |
55 |
1870 |
34 |
3,9% |
5,2% |
1978 |
2 |
|
| Viana do Castelo |
29 |
1228 |
44 |
2,9% |
2,8% |
1990 |
2 |
|
| Vila Real |
9 |
284 |
37 |
0,6% |
0,8% |
1982 |
0 |
|
| Viseu |
23 |
1016 |
45 |
1,8% |
1,8% |
1989 |
1 |
Cfviseu@iol.pt |
| França |
9 |
265 |
30 |
0,6% |
0,8% |
1996 |
1 |
|
| Suíça |
4 |
97 |
24 |
|
|
2000 |
0 |
|
| Luxemburgo |
3 |
101 |
34 |
|
|
2000 |
1 |
|
| Moçambique |
7 |
211 |
30 |
|
|
2002 |
2 |
|
| Brasil |
2 |
135 |
67 |
|
|
2005 |
2 |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
||||||||
|
Totais |
982 |
42570 |
44 |
- |
- |
- |
41 |
|
Março de 2006