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Pós-Graduação em Gestão de Organizações de Economia Social

2019/2020 | 8ª Edição 
 

Organizações

Considera-se aqui como sendo organizações de economia social as que satisfazem cumulativamente as seguintes condições:

  • organizações com personalidade jurídica ou com alguma forma de registo e vinculação a uma entidade com personalidade jurídica que as regula e representa;
  • organizações privadas no sentido de serem iniciativas que emanam da sociedade civil;
  • organizações com auto-governo;
  • organizações de adesão voluntária e abertas a contribuições voluntárias dos seus membros e doutras entidades;
  • organizações que têm como missão principal incentivar e organizar a acção colectiva com vista ao desenvolvimento de laços sociais solidários entre as pessoas e com o meio ambiente em que vivem;
  • organizações que cumprem essa missão produzindo bens e serviços em condições onde o mercado geralmente falha (ex. bens públicos, bens e serviços privados abaixo do preço de custo para pessoas de baixos rendimentos, etc.) 
  • organizações que, para produzirem esses bens e serviços, constituem um património gerido em regime de propriedade comum (recursos com um colectivo definido de utentes e com regras de uso estabelecidas para esse colectivo).

Este conceito abrange um conjunto vasto de organizações, nomeadamente as seguintes:

  • Instituições Particulares de Solidariedade Social (Centros Sociais Paroquiais, Institutos de Organizações Religiosas, Misericórdias, Associações, Fundações) ou equiparadas (Casas do Povo, Cooperativas Sociais); 
  • Cooperativas; 
  • Mutualidades; 
  • Organizações de produtores agrícolas, florestais ou outros de natureza associativa; 
  • Associações de Desenvolvimento Local; 
  • Organizações Não-Governamentais de Ambiente; 
  • Organizações Não-Governamentais de Desenvolvimento; 
  • Associações de Bombeiros Voluntários; 
  • Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto; 
  • Associações de Pais; 
  • Empresas Sociais.

Objectivos

Esta Pós-Graduação está organizada de maneira a contribuir para o desenvolvimento das seguintes competências e qualificações:

  • análise das especificidades económicas das Organizações de Economia Social, do seu contexto sócio-económico e das implicações que daqui resultam para a sustentabilidade destas organizações; 
  • organização de processos de planeamento estratégico e de preparação, gestão e avaliação de projectos com base em metodologias participativas e potenciadoras de inovação social; 
  • gestão de pessoas numa perspectiva estratégica;
  • compreensão da informação contabilística e do enquadramento jurídico e fiscal relevante para a actividade das Organizações de Economia Social;
  • qualificação como auditores internos da qualidade.
Observações: 

PARCEIROS

  • Montepio Geral [1]
  • Vieira de Almeida & Associados [2]
  • CNIS - Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade;  [3]
  • APCER - Associação Portuguesa de Certificação [4]
  • SInASE [5]
  • A3S – Associação para o empreendedorismo Social e a Sustentabilidade do Terceiro Sector [6]

 

ARTICULAÇÕES COM OUTRAS HABILITAÇÕES

O plano de estudos está organizado de maneira a permitir as seguintes articulações com outras habilitações:

Articulação com o Mestrado em Economia Social da Católica Porto
A frequência desta Pós-Graduação com aproveitamento permitirá aos alunos interessados em frequentar o Mestrado em Economia Social obter equivalência a metade dos créditos correspondentes à parte escolar deste mestrado, máximo permitido pelo regulamento dos mestrados.

Certificação como Auditor Interno da Qualidade
O acesso ao Certificado de Auditor Interno da Qualidade é garantido aos participantes que concluírem as Unidades Curriculares de Sistemas de Gestão da Qualidade, Modelos de Avaliação das Respostas Sociais e Metodologias de Auditoria e que, mediante apresentação de candidatura, demonstrem ter: 

  • 2 anos de experiência profissional, a tempo inteiro, nos últimos 6 anos; 
  • 1 ano de experiência em funções ligadas ao domínio da qualidade; 
  • Participação, nos últimos 2 anos, como auditor efectivo em pelo menos 2 auditorias no âmbito da ISSO 9001:2008, que correspondem no global a um mínimo de 3 dias de auditoria. Caso o participante não reúna as condições de experiência de auditoria, dispõe de mais 6 meses após a comunicação dos resultados da avaliação escrita e da candidatura.

Links
[1] http://www.montepio.pt/SitePublico/pt_PT/institucional/grupo/fundacao-montepio.page
[2] http://www.vda.pt/pt/
[3] http://cnis.pt/
[4] http://www.apcer.pt/
[5] http://www.sinase.pt/1563/sinase.html
[6] http://a-3s.org/en/