Atividades extracurriculares diminuem riscos de utilização de media eletrónicos

Educação e Psicologia
Atividades extracurriculares diminuem riscos de utilização de media eletrónicos
Segunda-feira, 31 de Maio de 2021 in Expresso Online

Os jovens que passam mais tempo a utilizar meios de comunicação eletrónicos, do smartphone ao tablet, tendem a ter menos ferramentas socioemocionais, autorregulação, motivação, capacidade de decisão ou ajustamento psicológico e maior propensão para cometerem ou serem vítimas de bullying ou cyberbullying, contacto com estranhos, pornografia ou mensagens sexuais. O alerta é feito pela Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica do Porto, advertindo também para que a pandemia aumentou a exposição a esses perigos - e que impor limites à utilização dos dispositivos não resolve o problema. O antídoto mais eficaz é a participação em atividades extracurriculares, mesmo sem sair de casa.

Publicado no "International Journal of Environmental Research and Public Health", o estudo da UCP avaliou, no início de 2019, 729 adolescentes, dos 11 aos 17 anos, em 17 escolas públicas e privadas de todo o país, incluindo nas ilhas. Os resultados foram evidentes: a participação em atividades fora do ambiente escolar protege contra a utilização excessiva de telemóveis, computadores, videojogos, internet e outros dispositivos, bem como contra os efeitos negativos associados a essa exposição.

Os dados permitiram ainda concluir que as mais-valias das atividades extracurriculares são visíveis na participação individual ou em grupo, em casa ou no exterior e com ou sem componente desportiva. "Pode ser música, ballet, ginástica, surf, escuteiros... O importante é que sejam atividades extra ao tempo escolar, estruturadas, supervisionadas e internacionalizadas para a promoção de competências", explica Luísa Campos, uma das autoras do estudo.

Nota: Este artigo encontra-se disponível na íntegra para assinantes do Expresso.

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