"Isto tem tudo para correr mal!"

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"Isto tem tudo para correr mal!"
Segunda-feira, 10 de Fevereiro de 2025 in Dinheiro Vivo Online

Artigo de Opinião por Alberto Castro, Professora na Católica Porto Business School.

Quando olhamos para os últimos 150 anos, dois padrões emergem: quando houve um aumento das trocas internacionais, houve um crescimento sustentado da economia mundial; quando aumentou o nacionalismo e se colocaram barreiras ao comércio entre países, a economia mundial ressentiu-se e, pior do que isso, ocorreram duas guerras mundiais.

A União Europeia (UE) é, entre os três principais blocos económicos mundiais, o mais aberto ao comércio internacional com o grau de abertura (exportações mais importações de bens e serviços para países terceiros) a representar cerca de 25% do seu produto interno bruto, o que compara com 20% na China e menos de 15% nos EUA, segundo o Eurostat. A UE beneficiou durante as últimas décadas desta exposição à especialização internacional, ao ponto de ter esquecido os pressupostos subjacentes, descurando os aspetos geoestratégicos que se tornaram patentes, primeiro aquando do Covid-19, e, depois, com a crise energética subsequente à invasão russa da Ucrânia e, agora, Trump...

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